Ele pode ser consumido na sua forma natural, batido com frutas ou gelatina, usado como molho de salada e também como ingrediente das mais gostosas receitas – doces e salgadas. O iogurte é mesmo um alimento democrático, mas o melhor de tudo é que ele é saudável e muito nutritivo. E essas propriedades são mantidas até na versão industrializada. Por isso, não deixe faltar iogurte em sua geladeira!

 

 

Obtido através do leite coalhado com as bactérias Lactobacillus bulgaricus e Streptococcus termophilus, o iogurte tem consistência cremosa e um sabor levemente ácido que vem conquistado paladares há muitas e muitas gerações. Na verdade, não existem informações exatas sobre sua origem, mas dizem que a coalhada já era vendida na cidade de Constantinopla, antigo nome de Istambul, em pleno século XII.

O processo de fermentação do leite não altera suas propriedades nutritivas, apenas o torna mais digerível. Isso acontece porque a liberação do ácido lático, substância que faz o leite coalhar, acontece depois que as bactérias consomem lactose (o açúcar do leite).

As pessoas que têm intolerância leve à lactose, por exemplo, podem se beneficiar do iogurte, que mantém todos os benefícios do leite em seu estado original. Veja alguns exemplos.

 

Benefícios que não acabam mais!

Para começar, é importante saber que os microorganismos vivos presentes no iogurte equilibram a flora intestinal, prevenindo o crescimento de agentes causadores de doenças. Essa característica dá ao iogurte o título de alimento probiótico.

Como se trata de um derivado direto do leite, o iogurte é importante fonte de proteínas de alto valor biológico, cálcio, zinco, vitamina A e vitaminas do Complexo B. Estes e outros nutrientes fazem com que o iogurte:

– Contribua para a saúde dos ossos, prevenindo a osteoporose;

– Contribua para a saúde da pele, visão, unhas e cabelos;

– Ajude na produção de anticorpos, enzimas e hormônios, que reforçam o sistema imunológico e contribuem para o aumento da longevidade.

Repleto de vantagens nutricionais, o iogurte é um alimento recomendado para toda a família! Ideal para o café da manhã ou o lanche da tarde, pode ser incrementado com frutas, cereais e tudo o que a imaginação permitir. Recomenda-se apenas que os intolerantes à lactose conversem com o médico para obter a liberação do seu consumo.

Bom apetite!

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Como a angústia das mães brasileiras com a segurança
compromete o desenvolvimento das crianças

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Ser mãe no Brasil é… dizer não, ainda que com o coração apertado, quando a babá pede para passear com a criança na pracinha do bairro. Não desgrudar os olhos da janela na primeira vez que seu filho pede para ir sozinho à padaria da esquina. Inventar atividades dentro de casa (no máximo lá embaixo, no playground do prédio) para protegê-lo dos riscos da rua. Encher-se de aflição ao deixar o pequeno em uma festinha. Não é exagero: as mães brasileiras estão entre as mais preocupadas do mundo – 65% delas reconhecem que, por causa de suas próprias ansiedades, não deixam os filhos brincar fora de casa. Elas só perdem em aflição para as mães turcas (83%), de acordo com uma pesquisa da Unilever feita com 1 500 mães de meninos e meninas de 1 a 12 anos, de dez países – de Estados Unidos, Inglaterra e França a Turquia, Índia e Tailândia. Do temor de seqüestros e assaltos ao simples medo de o filho se machucar, as brincadeiras ao ar livre são um tormento para as mães brasileiras. Mas elas vivem um dilema: embora evitem que seus filhos brinquem fora de casa, reconhecem que o contato com outras crianças, as atividades na rua e a independência são fundamentais para o crescimento saudável deles. Segundo o levantamento, sete em cada dez se preocupam com o fato de que os pequenos passam muito pouco tempo brincando fora. “A criança está sendo privada da oportunidade de brincar, de se divertir, de aprender a partir da própria curiosidade”, escreveram os autores do estudo, o professor de psicologia Jerome Singer e a pesquisadora Dorothy Singer, ambos da Universidade Yale, nos Estados Unidos.

 

A insegurança das mães brasileiras, bem acima da média global, que é de 48%, é compreensível. Brasil, África do Sul e Índia estão entre os dez países com as mais altas taxas de seqüestro. Nas principais capitais brasileiras, onde o índice de furtos, roubos e assassinatos é altíssimo, a conseqüência mais evidente é o pânico da exposição. Mas há um limite de razoabilidade para esse tipo de preocupação. Pais excessivamente protetores geram crianças ansiosas e inseguras. Não se trata, obviamente, de deixar os pequenos soltos na rua, sem nenhuma supervisão. O problema hoje é que muitos pais, sob o argumento de que o mundo é extremamente violento, nem mais permitem a seus filhos atravessar a rua sozinhos ou andar de ônibus. “A criança precisa enfrentar a vida, com todas as suas vicissitudes. Do contrário, corre o risco de ficar extremamente dependente”, diz a psicopedagoga Maria Angela Barbato Carneiro, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. O mesmo vale para o temor generalizado de que as crianças se machuquem quando brincam fora de casa. Convenhamos, afastá-las do risco ou optar pelo playground com piso emborrachado não as estimula a se defender dos perigos. “Eliminar do desenvolvimento infantil a brincadeira livre e descompromissada prejudica o desenvolvimento físico e intelectual dessas crianças”, afirma Maria Angela.

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 Porque seus filhos brincam menos, uma em cada seis mães tem receio de que as crianças de hoje sejam privadas de sua infância. No Brasil, 86% das mães têm essa preocupação. “Embora eu tenha tido uma infância bastante diferente e livre, no interior de São Paulo, não deixo minhas filhas brincarem na rua”, conta a empresária Neusinha Farina, de 36 anos, mãe de três meninas de 10, 8 e 3 anos. “Prefiro os parques fechados, onde elas ficam mais seguras. É a realidade delas”, afirma. Há ainda outro tipo de preocupação materna que também ajudou a alçar as brasileiras às posições de liderança: o medo de o filho adoecer, contraindo vírus e bactérias pela convivência com outras crianças. E eis aqui um contra-senso. Cerca de 70% das brasileiras ouvidas consideram que sujar-se e entrar em contato com vermes é uma experiência valiosa para os pequenos. Ainda assim, elas evitam os espaços públicos. Brincar com terra, areia e água, ao contrário do que muitas mães imaginam, torna o sistema imunológico das crianças mais resistente. Além disso, como bem reconhecem as mães entrevistadas nesta pesquisa, brincar em parques e praças é a atividade que melhor proporciona a formação de vínculos com o filho.

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Como a aflição materna influi diretamente na quantidade de tempo que os filhos passam dentro de casa, é inevitável que isso acabe por colocá-los diante de um aparelho de televisão. Desde muito cedo, eles se tornam dependentes de TV, vídeos e computadores. Oito em cada dez mulheres relatam que seus filhos vêem televisão com freqüência – especialmente se as crianças forem maiores, entre 7 e 12 anos. Não se trata de condenar esse tipo de atividade. Mas o ideal, dizem os especialistas, é que o passatempo se resuma a cerca de uma hora por dia. Bem menos do que a média atual dos meninos e meninas brasileiros, que passam três horas e meia diárias colados a uma tela. Esse problema é ainda maior em famílias com poucas crianças – quanto mais filhos em casa, mais eles brincam fora, mostra o estudo. Por fim, a falta de tempo das mães é, ao lado da questão da segurança, o maior obstáculo à brincadeira dos filhos. “As mulheres, de forma geral, são muito sobrecarregadas. Além das pressões externas, existem os conflitos internos, como o pouco tempo para se envolver com os filhos”, escreveu o casal Singer. Quem paga a conta dessa sobrecarga são as crianças.

 

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A queixa de muitas mães aos seus pediatras e nutricionistas é rotineira e muitas vezes as causas podem estar nas próprias atitudes dos pais. Saiba um pouquinho mais sobre como deve ser a alimentação infantil e quais as causas da falta de apetite nas crianças.  

Normalmente as mães se cobram muito e cobram muito a criança a respeito da alimentação. Por ser um papel materno, a alimentação é muito valorizada e a preocupação em excesso pode gerar ansiedade e prejudicar esse ato tão importante que é o de alimentar um filho. Cobranças internas, de avós, sogras ou outras pessoas próximas prejudicam e devem ser cortadas pelas mães. A amamentação ao seio é a primeira relação entre o bebê e o mundo que o cerca e por isso é fundamental. Além de representar o alimento, o seio é uma descoberta e representa o afeto, o vínculo com a mãe. A alimentação da criança no futuro será o resultado do relacionamento estabelecido entre ela e o ambiente em que vive e principalmente do afeto entre o bebê e a mãe. 

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A depressão pós-parto tem grande influência no bebê. Ansiedade, carência e baixa auto-estima podem ocorrer em função de um relacionamento ruim entre mãe e filho, já que para o bebê a amamentação está diretamente ligada com o afeto. O bebê que tem um bom vínculo com a mãe se torna mais feliz, mais seguro e amado. Por isso é importante que as mães estreitem esse vínculo com o bebê, que normalmente ocorre através da amamentação. Mas infelizmente parece que cada vez mais as mães diminuem o tempo de amamentação. O trabalho, indispensável nos dias de hoje, reduz o período de amamentação. Mas enquanto for possível, as mães devem amamentar e reservar um tempinho somente para os pequenos. 

Alimentação como prêmio
“Pais ausentes muitas vezes querem compensar sua falta de atenção e carinho com comida” diz Claudia Pereira, psicóloga clínica especialista em Psicologia Comportamental e Cognitiva pela USP. E normalmente os alimentos escolhidos pelos pais são aqueles menos nutritivos como doces e fast food. Isso piora a qualidade da alimentação, gera ganho de peso e inverte valores. A criança começa a entender que o alimento calórico é um prêmio, é uma coisa boa, valorizada pelos pais, o que pode gerar obesidade e baixa auto-estima.
  

“A alimentação deve ser um processo natural, equilibrado, sem restrições e sem excessos, que valorize a saúde e desenvolvimento normal da criança” 

Os pais não devem ceder os caprichos da criança. Uma alimentação saudável e balanceada não contempla apenas salgadinhos de pacote, bolachas e frituras. É importante que a criança tenha um prato completo e variado e que alimentos saudáveis sejam oferecidos diariamente dentro de uma rotina estipulada. 

 Inapetência fisiológica
A partir dos 9 meses a criança cria uma certa autonomia e a recusa alimentar pode aparecer. Por volta de 1 ano ocorre uma desaceleração do crescimento normal da criança e por isso a demanda por alimentos diminui, o que acaba preocupando muitos pais. Mas é preciso entender que esse é um processo fisiológico e que as crianças não comem as mesmas quantidades que os adultos. A oferta de frutas, verduras, legumes, carnes, leite e derivados e cereais diariamente é fundamental.

Ambiente inadequado
Segundo Claudia a maioria dos casos de inapetência infantil, que é a falta de apetite são causados pelo ambiente inadequado. “A criança vai crescer saudável emocional e fisicamente se viver num ambiente familiar adequado, onde os pais conversam com o bebê, o tratam com carinho, atenção e cuidados”. Muitas vezes os pais não percebem que suas atitudes prejudicam a alimentação da criança. “Não ter rotina na hora das refeições, é um erro. Crianças que almoçam 12 horas um dia e 16 horas outro dia, não criam hábitos, e isso é ruim. Limites e rotina são importantes para as crianças” diz a psicóloga.

Liberdade e independência
Outro erro comum dos pais é não dar liberdade e independência às crianças. “Elas precisam comer sozinhas, se sujar, conhecer os alimentos. Só assim poderão ter experiência, as mãos e a boca são os meios da criança conhecer os alimentos”. Por volta de 1 ano, a criança está bastante envolvida com o ato de brincar e pode querer brincar com o alimento. É importante que os pais deixem a criança mexer no alimento, mas incentivem sempre o ato de comer. As crianças começam também a querer imitar os adultos, serem “independentes” e cabe aos pais paciência e deixar a criança experimentar as sensações. O mesmo se refere à consistência dos alimentos. Os pais não devem ter receio de dar alimentos mais sólidos e diferentes, desde que seja de acordo com a idade apropriada.

Respeitar as escolhas e oferecer sempre
Os pais devem lembrar que os alimentos devem ser bem preparados, o que envolve a escolha, a compra, a conservação, o preparo e o oferecimento à criança. Deve haver variedade no preparo dos alimentos, ou seja, os pais devem fazer refeições variadas e coloridas. Arroz e feijão, as carnes, verduras, legumes e frutas devem variar diariamente, se possível.Se a criança rejeitar um alimento, os pais não devem desistir, ofereça sempre que possível. À vezes em um determinado momento a criança não estava disposta ou não gostou do tipo de preparação. Esclareça a criança a respeito da importância da boa alimentação, dos nutrientes e suas funções e desde cedo explique também que certos alimentos não fazem bem à saúde e devem ser evitados.

Aumento do apetite
Por volta dos 5 anos a criança tende a aumentar seu apetite e passa a comer melhor. Não deixe de oferecer alimentos saudáveis e não estimule os industrializados, fast food e doces. É importante ressaltar que também não se deve criar um ambiente crítico e totalmente adverso aos alimentos, mesmo que sejam gordurosos e ricos em açúcar. A alimentação deve ser um processo natural, equilibrado, sem restrições e sem excessos, que valorize a saúde e desenvolvimento normal da criança.
 

Escritores Infantis

março 12, 2008

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