O planejamento começa na barriga e precisa ser sério para dar conta do futuro com tudo de bom que você deseja para o seu bebê. Nossos consultores mostram o caminho das pedras para cobrir todos os gastos das fraldas à faculdade

A gravidez é uma fase de muitas expectativas e inúmeras questões passam pela sua cabeça, desde as que serão respondidas dentro de meses, como a curiosidade em saber como será o rostinho do bebê, até outras ligadas a um futuro mais distante, como as condições para bancar uma boa educação ou o dia em que ele arrumar a primeira namorada. A maioria dessas reflexões é mero exercício de futurologia, mas a resposta para uma delas, pelo menos, você pode começar a construir desde já: as condições financeiras para criar seu rebento até que ele se vire sozinho. Quanto antes iniciar seu planejamento, melhor. Um filho representa uma despesa adicional considerável no orçamento de um casal. Cálculos do consultor Marcos Silvestre, coordenador-executivo do Centro de Estudos de Finanças Pessoais e Negócios (Cefipe), de São Paulo, mostram que uma família de classe média, com renda familiar ao redor de 4 mil reais mensais, deve gastar algo em torno de 250 mil reais até os 23 anos, ou do nascimento até o término da faculdade. É assustador, não? Mas considere que essa é a soma de gastos de mais de 20 anos e não um dinheiro que você terá de desembolsar de uma vez. Boa parte desse montante – provavelmente a maior parcela – deverá vir da acomodação do seu orçamento às novas necessidades, redefinindo prioridades e substituindo algumas despesas atuais por outras que irão surgir. Os consultores em finanças recomendam especialmente a preparação de uma reserva para o momento em que os custos serão maiores e mais concentrados, que é o período correspondente ao da faculdade. Para ajudar a elaborar sua programação financeira, acompanhe o detalhamento dos gastos e dicas dos especialistas.

 

 

 

Antes de o bebê nascer

 

 

Toda a preparação para seu bebê chegar deve consumir no mínimo 3 mil reais, de acordo com os resultados da segunda etapa do estudo do Cefipe, que está em fase de conclusão. As contas incluem a montagem do quarto – berço, cômoda, poltrona de amamentação, cama para acompanhante e decoração -; a compra de equipamentos como carrinho, banheira, cadeirão etc.; e o enxoval, considerando, além das roupas, mamadeira, chupeta e outros utensílios. É claro que o valor total vai variar em função da qualidade e variedade de artigos que você escolher.

Segundo o levantamento, pode chegar até 30 mil reais se a família optar por um enxoval de grife, produtos importados e outros luxos. Por isso, é importante segurar a ansiedade na hora das compras. “É normal os pais quererem o melhor para os filhos, mas têm de manter a cabeça fria e avaliar se pagar mais por determinado produto realmente é necessário ou se o benefício adicional compensa a diferença de preço”, observa Marcos Silvestre. “Também vale pedir emprestados itens, desde que em bom estado, de parentes e amigos que tenham tido bebê recentemente, porque esses objetos serão usados por pouco tempo. Logo o bebê crescerá e não precisará mais do cadeirão, por exemplo.”

 

 

 

Até os 18 anos

 

 

Agora o bebê nasceu e você entra no mundo das fraldas, um dos maiores gastos dessa fase. Até os 6 meses de vida, se estiver amamentando, você não terá de se preocupar com comida: o leite materno deve ser o único alimento, o que, além de ideal para o bebê, é supereconômico para a família. Se for complementar com leite artificial, prepare o bolso – ele pode ficar indigesto para o orçamento. Além da alimentação, haverá despesas com reposição do enxoval, à medida que a criança vai crescendo, e visitas ao pediatra. Caso o médico pertença ao plano de saúde, as contas inicialmente serão um pouco mais leves. A economia, no entanto, não dura muito, porque geralmente os pais trabalham fora e será preciso contratar uma babá ou optar por um berçário. É por essa razão que a pesquisa do Cefipe não faz diferenciação nos custos mensais até os 18 anos, que, para uma família de classe média, fica ao redor de 750 reais. “Os gastos vão sendo substituídos, mas não há muita variação”, observa Silvestre. “Um berçário pode custar tanto quanto uma mensalidade escolar e, se uma hora cessam os gastos com fraldas, aumentam outras despesas.” No valor mensal de 750 reais estão incluídos gastos diretos com a criança, como educação e vestuário, e os indiretos, que compõem despesas gerais da família, como alimentação e plano de saúde, por exemplo. “A educação ocupa sozinha 50% desse total, levando em conta a escolha de uma boa escola de bairro”, explica o consultor. Se você optar por um colégio de renome, de mensalidade mais alta, a projeção mensal pode crescer significativamente.

 

 

 

Dos 18 aos 23 anos

 

 

É nesse período que a situação fica mais apertada. De acordo com os cálculos de Silvestre, por causa da faculdade, dos custos mais elevados com gasolina – é comum o jovem usar um dos carros da família se não tiver o dele – e da atividade social mais intensa, o gasto mensal com o herdeiro dobra para algo que pode chegar facilmente a 1,5 mil reais. Por esse motivo, é para essa fase que se recomenda a preparação de uma reserva financeira. O segredo para tudo dar certo é começar cedo. Quer ver só? Para custear totalmente a universidade, você deverá reunir algo próximo de 40 mil reais, considerando uma mensalidade ao redor de 800 reais e um curso com duração de quatro anos.

Se iniciar uma aplicação financeira assim que o bebê nascer, em um fundo de renda fixa conservador, por exemplo, que pague juros reais de 0,2% ao mês (sem contar a reposição da inflação), precisará aplicar mensalmente, em valores atuais, 148,20 reais. Assim, chegará aos 40 mil reais quando seu filho completar 18 anos. Se iniciar o investimento quando a criança tiver 2 anos, o valor empregado deve aumentar um pouco, para 171,09 reais. Se você achou muito, outra opção é reservar ao menos uma parte disso – que já será de boa ajuda no futuro. Aplicando, por exemplo, 50 reais por mês a partir do nascimento, você terá cerca de 13,5 mil reais 18 anos depois.

 

 

 

Onde investir

 

 

Qual a aplicação mais indicada para esperar tanto tempo? Existe uma lógica em finanças segundo a qual de quanto mais tempo você dispõe, mais pode aumentar suas possibilidades de ganho com investimentos de maior risco. No entanto, apesar de contar com um prazo bastante longo – de 18 a 20 anos -, essa regra não é totalmente aplicável quando o que está em jogo é a educação dos filhos. Os especialistas recomendam aplicações conservadoras ou no máximo que conjuguem as duas fórmulas, destinando uma parcela menor para investimentos mais arriscados, como fundos de ações. “Mas não deve ser mais de 20%”, observa o consultor financeiro Gustavo Cerbasi, autor do livro Dinheiro – Os Segredos de Quem Tem (Editora Gente). “Não se trata de uma reserva apenas, há um objetivo bem claro para o futuro e colocar esse recurso em risco não é um bom negócio.” Mas isso também não significa que você deva se restringir à caderneta de poupança. “Há alternativas mais rentáveis e praticamente tão seguras quanto”, ressalta Cerbasi.

 

Quais são elas? “Fundos de renda fixa conservadores, CDBs de grandes bancos e títulos do governo, que podem ser adquiridos a partir de 200 reais pelo Tesouro Direto.” O importante é manter a disciplina de fazer os aportes mensais para que sua reserva cresça da maneira planejada. Vale ainda uma dica que na maioria das vezes a gente não leva em consideração: “A cada seis meses, corrija o valor que você aplica mensalmente pela inflação – ao longo de 18 anos fará diferença”. Outra opção, válida principalmente para quem não quer se preocupar em acompanhar passo a passo o investimento – como o prazo é muito longo, pode ser recomendável mudar de aplicação ao longo do caminho -, são os planos voltados para a educação dos filhos oferecidos pelos bancos. Eles nada mais são do que planos de previdência, tipo PGBL ou VGBL, mas que prevêem um resgate mais cedo do que aconteceria na aposentaria, geralmente programado para o período da faculdade. Há opções para todos os bolsos, com aplicações mínimas a partir de 40, 50 reais. Ao final do período contratado, você pode escolher entre retirar tudo de uma vez ou receber o valor dividido em parcelas mensais. No site dos bancos você encontra simuladores que permitem projetar quanto receberá no futuro, de acordo com diferentes valores mensais de aplicação.

 

 

 

Importante, mas não intocável

 

 

Seja qual for o investimento que você escolher, lembre-se de que essa reserva é importante, mas não intocável. Em situações de emergência, em que esteja em jogo o bem-estar da sua família, ela pode – e deve – ser usada. “Não tem cabimento detonar o patrimônio familiar e deixar intacta a poupança do Júnior”, destaca a consultora Cássia D’Aquino, especializada em educação financeira. O mesmo raciocínio vale para a decisão de quanto aplicar mensalmente. “Quando o bebê nasce, é tão milagroso que tenha acontecido que a tentação é desviar a atenção de tudo o mais para a criança”, comenta. “Mas é necessário bom senso e trabalhar com o orçamento que você tem.” Outra recomendação fundamental: cuidado com as expectativas. Pode ser que, ao terminar o ensino médio, seu filho adolescente diga que não tem a menor intenção de fazer a faculdade que você sonhou para ele. “É importante que os pais entendam essa poupança como uma reserva que dará apoio ao filho no início da vida adulta, seja para ajudar no período universitário, na abertura de um negócio próprio, na compra do primeiro imóvel ou no que mais combinarem”, ressalta Cássia. Também não se desespere se o seu orçamento não permite juntar a provisão que você gostaria de oferecer quando seu jovem tiver 18 ou 20 anos. “Mais do que tudo, a gente deve prover os filhos de educação e afeto para que, lá na frente, eles tenham condições de caminhar sozinhos.”

 

 

Não deixe de ver:

Homenagem às Mães

40 coisas que seu filho tem de fazer antes dos 7 anos

Criança pergunta cada coisa…

Como construir o estudante do século 21

Nutrição, Saúde, Pedagogia… tudo junto!

 

 

 

 

 

 

 

 

Anúncios

Encontrei uma reportagem da revista Claúdia e achei muito interessante para o blog, postei um certo trecho que seria de nosso interesse.

Abraços

As crianças sentadas hoje nos bancos escolares do Brasil estão sendo preparadas para o futuro que as espera? Foram visitadas Instituições de ensino públicas e privadas de São Paulo que propõem estratégias inovadoras para formar os líderes de amanhã.

Os desafios nunca foram tão imensos, e o papel da escola na superação deles é crucial. Como educar cidadãos para um século que, segundo o historiador inglês Eric Hobsbawm, talvez não seja tão mortífero quanto o anterior, que assistiu a duas grandes guerras, mas que já se anuncia turbulento? Como preparar crianças e jovens para enfrentar – e quem sabe melhorar – uma sociedade desigual e polarizada, com ricos cada vez mais ricos e competitividade crescente?

O que fazer para que a geração que hoje freqüenta os bancos das escolas aprenda a proteger o planeta? Qual a melhor maneira de mostrar a esses jovens, habituados a relações virtuais, quão valioso é o contato físico, o olho no olho?

“Não basta apenas entregar um conjunto de informações: é preciso preparar para pensar”, acredita o educador Moacir Gadotti, diretor do Instituto Paulo Freire, em São Paulo, e consultor da Unesco, o braço das Nações Unidas para a educação, ciência e cultura. O assunto é tão sério e urgente que, ainda nos anos 90, a Unesco encomendou ao político francês Jacques Delors um relatório sobre a educação para o novo século. No texto, concluído em 1996, Delors indica quatro pilares que devem moldar o aprendizado no nosso tempo: aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser. “A grande mudança pode ser sintetizada no conceito de educação para toda a vida”, afirma Gadotti. Isto é, a aquisição de conhecimentos não se limita à escola: ela nunca pára de acontecer. “É uma visão holística da educação.”

No Brasil, com um sistema de ensino cambaleante, escolas depauperadas e professores despreparados, os pilares de Delors soam como utopia. Não são. Na linha de frente do ensino, pensando no futuro, várias escolas públicas e privadas vêm experimentando estratégias para melhor preparar crianças e jovens para o complexo século 21. Para pais e mães, as iniciativas delas podem ajudar na escolha do melhor ensino para o filho.

 

Para ler o resto da reportagem clique aqui:

http://claudia.abril.uol.com.br/materias/2778/?pagina1&sh=34&cnl=47&sc=

 

****************************************************

Não deixe de ler:

Iogurte só faz bem! – confira

Nutrição, Saúde, Pedagogia… tudo junto!

As verdades de um gestação.

Mitos sobre a gestação

 

 ****************************************************

 

Ele pode ser consumido na sua forma natural, batido com frutas ou gelatina, usado como molho de salada e também como ingrediente das mais gostosas receitas – doces e salgadas. O iogurte é mesmo um alimento democrático, mas o melhor de tudo é que ele é saudável e muito nutritivo. E essas propriedades são mantidas até na versão industrializada. Por isso, não deixe faltar iogurte em sua geladeira!

 

 

Obtido através do leite coalhado com as bactérias Lactobacillus bulgaricus e Streptococcus termophilus, o iogurte tem consistência cremosa e um sabor levemente ácido que vem conquistado paladares há muitas e muitas gerações. Na verdade, não existem informações exatas sobre sua origem, mas dizem que a coalhada já era vendida na cidade de Constantinopla, antigo nome de Istambul, em pleno século XII.

O processo de fermentação do leite não altera suas propriedades nutritivas, apenas o torna mais digerível. Isso acontece porque a liberação do ácido lático, substância que faz o leite coalhar, acontece depois que as bactérias consomem lactose (o açúcar do leite).

As pessoas que têm intolerância leve à lactose, por exemplo, podem se beneficiar do iogurte, que mantém todos os benefícios do leite em seu estado original. Veja alguns exemplos.

 

Benefícios que não acabam mais!

Para começar, é importante saber que os microorganismos vivos presentes no iogurte equilibram a flora intestinal, prevenindo o crescimento de agentes causadores de doenças. Essa característica dá ao iogurte o título de alimento probiótico.

Como se trata de um derivado direto do leite, o iogurte é importante fonte de proteínas de alto valor biológico, cálcio, zinco, vitamina A e vitaminas do Complexo B. Estes e outros nutrientes fazem com que o iogurte:

– Contribua para a saúde dos ossos, prevenindo a osteoporose;

– Contribua para a saúde da pele, visão, unhas e cabelos;

– Ajude na produção de anticorpos, enzimas e hormônios, que reforçam o sistema imunológico e contribuem para o aumento da longevidade.

Repleto de vantagens nutricionais, o iogurte é um alimento recomendado para toda a família! Ideal para o café da manhã ou o lanche da tarde, pode ser incrementado com frutas, cereais e tudo o que a imaginação permitir. Recomenda-se apenas que os intolerantes à lactose conversem com o médico para obter a liberação do seu consumo.

Bom apetite!

😉

Algumas matérias relacionadas:

Filho, trabalho, família. Como conciliar.

Preocupação demais, brincadeira de menos

Nutrição, Saúde, Pedagogia… tudo junto!

 

investir em poupança para os filhos?

Nos últimos quatro anos, aumentou em 26% o número de poupadores entre 1 e 15 anos de idade na Caixa Econômica Federal; retorno do hábito de guardar dinheiro para os filhos está ligado à estabilidade da economia após o Plano Real

O costume de guardar dinheiro na caderneta de poupança, em nome dos filhos, está ganhando força como opção de investimento no Brasil. Embora a Bolsa de Valores e a previdência privada tenham, nos últimos anos, conquistado a simpatia das famílias, a poupança ainda é considerada uma aplicação segura, simples e indicada a longo prazo.
Dos 42 milhões titulares de poupança da Caixa Econômica Federal – uma das referências quando o assunto é a caderneta -, 1,5 milhão são jovens entre 1 e 15 anos de idade. Só nos últimos quatro anos, de acordo pesquisa interna do banco, o número desses poupadores cresceu 26%, em grande parte incentivados pelos pais, que fazem pequenos depósitos todos os meses.


Juntos, os jovens já são responsáveis por mais de R$ 1,8 bilhão depositados na Caixa. ‘Hoje existe uma preocupação, até maior que no passado, de os pais prepararem a poupança para o filho’, justifica Milton Krüger, superintendente nacional de renda básica da Caixa.

Krüger revela que, desde 2003, a estratégia de divulgação da Caixa está voltada para os jovens. ‘Nós reeditamos os cofrinhos de moedas e apoiamos a educação financeira.’


A abertura de caderneta de poupança para os filhos também é comum em outros bancos, embora nem sempre seja possível identificar a quantidade de contas em nome de jovens. Isso porque é comum o pai usar seu próprio CPF.

Para o consultor financeiro Paulo Adriano Freitas Borges, o costume está ligado à história econômica do País. ‘Há 30 anos existiam instituições voltadas apenas para a caderneta de poupança’, explica Borges. ‘As crianças ganhavam cofrinhos de papelão, em forma de latinha, e aprendiam a poupar.’
Com a disparada da inflação, no fim dos anos 1980, o hábito perdeu força. Por que guardar moedas que, em pouco tempo, valeriam quase nada? ‘A retomada da poupança é uma obra da estabilidade, que surgiu após 1994, com o Plano Real’, afirma Borges.

A inflação baixa, aliada à segurança da poupança , que garante rendimento de pelo menos 0,5% ao mês, chama a atenção dos pais, preocupados com o futuro dos filhos. Nos últimos 12 meses, o Ibovespa – índice que mede o rendimento da Bolsa de Valores – e o Certificado de Depósito Interbancário (CDI) apresentaram rendimento superior ao da caderneta (veja quadro). Mesmo assim, a poupança ainda é vista como um primeiro passo para o jovem. ‘A caderneta é a sala de espera de qualquer investimento’, resume Borges. ‘E a regularidade é mais importante que o valor. Se os pais depositarem uma quantia todo mês, isso vai dar confiança ao filho.’

O economista Marcos Crivelaro, da Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap), destaca a facilidade da poupança. ‘Com R$ 50 ou R$ 100, você já pode abrir uma conta’, explica.


Os pais devem ainda aproveitar o momento para transmitir conceitos econômicos. ‘Leve a criança ao banco e deixe-a se familiarizar com as operações’, defende Borges. O hábito vai transformar a criança em um adulto responsável.